25 de outubro de 2009

"POLICIA" Zé Doca está no alvo da Polícia

A fiscalização aumentou nesta região da Floresta Amazônica e os policiais também descobriram que os traficantes brigam por espaço com madeireiros e garimpeiros.
O que sobrou da Floresta Amazônica em Centro do Guilherme virou agora território sem lei: o faroeste maranhense.

A reserva indígena Alto Turiaçu tem cinco mil e trezentos quilômetros quadrados, quase do tamanho de Brasília.

No lugar de mandioca e batata doce, culturas de subsistência para os índios, a polícia encontrou mais de 70 mil pés de maconha, prontos para a colheita.

"Essa região é usada pelos traficantes porque é uma área de difícil acesso numa mata fechada e é uma área indígena, o que dificulta a ação da polícia", diz Aluísio Mendes, policial.

E não é só isso. O sobrevôo revela um gigantesco garimpo clandestino, no meio da mata. Existe ainda outro problema, nos últimos anos a polícia aumentou a pressão em Paragominas, no Pará, um dos municípios em que há que mais desmatamento no país. Com isso, donos de madeireiras e de serrarias acabaram se refugiando no Maranhão.

Agora quatro municípios maranhenses estão no alvo da polícia: Amarante; Buriticupu; Centro do Guilherme e Zé Doca. Neles ficam quase todas as serrarias, a menos de 30 quilômetros das aldeias, de onde cortam a madeira. Trinta e quatro das 36 madeireiras da região usam árvores extraídas ilegalmente das reservas.

"Neste jogo de forças, o madeireiro vem constantemente desafiando o poder público. O que a gente tem observado é uma dificuldade muito grande de fiscalizar; e as fiscalizações infelizmente não se dão de forma contínua, periódica", diz Alexandre Soares, procurador da República.

È um crime que ultrapassa as fronteiras. Uma parte da madeira que sai da Amazônia vai abastecer indústrias moveleiras fora do Brasil. "Algumas investigações nossas envolvem importadores de madeira. Essa madeira, ela sai via de regra pelo Pará e vai alimentar indústrias de móveis na Europa, América do Norte e países asiáticos", diz Luís André Almeida, delegado Polícia Federal.

A Funai, que deveria fiscalizar as reservas, não quis gravar entrevista. No Maranhão as áreas indígenas somam mais de 16 mil quilômetros quadrados, são o que ainda resta de Floresta Amazônica no estado.

Zé Doca em Foco 25/10/09

Um comentário:

fabio nunes disse...

vi essa materia na rede globo.

parabens pelo blog, ta muito bacana mesmo