9 de agosto de 2012

Vale recorre contra suspensão de obra na Estrada de Ferro Carajás

Zé Doca é um dos motivos da suspensão


RIO DE JANEIRO - A Vale informou nesta terça-feira que recorreu no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, contra a suspensão das obras da Estrada de Ferro Carajás (EFC), um dos maiores projetos de logística do país, com orçamento de US$ 4,1 bilhões. A duplicação da ferrovia foi alvo de uma liminar da 8ª Vara Federal de São Luís, na semana passada, que suspendeu o processo de licenciamento ambiental do empreendimento. A Vale informou que aguarda agora uma decisão na segunda instância.


Ao suspender o licenciamento do projeto, o juiz Ricardo Felipe Macieira entendeu que as obras podem provocar danos a espaços protegidos e ao modo tradicional de vida do povo indígena Awa Guajá, que habita os municípios de Zé Doca e São João do Caru. Também seriam afetadas 80 comunidades que se reconhecem como remanescentes de quilombos.


O juiz determinou ainda que a Vale realize estudo e relatório de impacto ambiental "pormenorizado de todas as comunidades remanescentes de quilombos e povos indígenas" ao longo da ferrovia.


Em nota, nesta terça-feira, a Vale informou que, numa decisão de 3 de julho, a 8ª Vara Federal teria autorizado a "continuidade do cultivo e monitoramento de 20 mil mudas adquiridas para compensações de supressão vegetal". E que foi autorizado o depósito de dormentes e sacos de cimento nos canteiros de obras e a recuperação da via de acesso a assentamentos.


"A Vale aguarda a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e reafirma que o projeto de expansão da Estrada de Ferro Carajás está submetido ao regular processo de licenciamento ambiental perante o IBAMA, cumprindo rigorosamente a legislação ambiental aplicável"


Fonte: AGÊNCIA O GLOBO 
Zé Doca em FOCO 09/08/2012

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