13 de janeiro de 2014

Major Roberto; Comandante da CPtur descreve sua trajetória e destaca Zé Doca como a maior escola em sua carreira


O novo comandante da Companhia de Policiamento do Turismo (CPtur), major José Roberto Moreira Filho, de 47 anos, natural de São Luís Gonzaga, descreveu sua trajetória na corporação da Polícia Militar, que, no mês de maio de 2014, completa 24 anos. De acordo com o oficial, ele começou como sargento, em 1990, após ter passado por quatro anos em período de formação, no interior do Maranhão. Entretanto, segundo o major Roberto, a sua estada na 12ª Companhia Independente de Zé Doca, ‘sem sombra de dúvidas’, foi a ‘maior escola em seu percurso’, uma vez que os problemas a serem resolvidos com indígenas, fazendeiros e garimpeiros – nos 18 municípios que abarcam aquela circunscrição – possibilitaram um ‘aprendizado significativo’. Ele, que é o único militar da família – já que os cinco irmãos trabalham na área da educação -, disse que, nos tempos livres, costuma ouvir música romântica (internacional e nacional), pois, conforme suas declarações, as melodias ajudam a relaxar a mente e o corpo, que influenciam, de maneira positiva, no rendimento do trabalho. Vindo da 7ª Companhia de Rosário, o major Roberto está no comando da CPtur, há 23 dias, período no qual, como salientou, não houve registro de homicídio nos três polos abrangidos pela Companhia – Centro Histórico, Lagoa da Jansen e Ponta d’Areia.

Após o término de sua admissão como sargento, o major Roberto permaneceu por três anos em um Curso de Formação de Oficiais (CFO), completado por seis meses de um curso de aperfeiçoamento para oficiais. A partir daquela data, contou ele, teve início, de fato, o exercício profissional e prático da corporação; tendo em vista que se manteve por oito anos no 7° Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Pindaré-Mirim. Naquela época, ele entrou como aspirante e saiu como capitão, em janeiro de 1996. Então, continuou o major em entrevista ao JP, ‘exerci o comando da 12ª Cia. de Zé Doca, onde aprendi a arte de comandar, liderar e administrar’; que, segundo o oficial, teve que tomar decisões rápidas e eficientes, que resolvessem, de imediato, os pormenores e complicações de um conflito, sobretudo com relação à posse de terras.

O comandante da CPtur confessou, durante a entrevista, que iniciou um curso de Geografia na Ufma, mas teve de abandonar no 5° período, pois, ao mesmo tempo, fazia o curso para sargento, escolhendo a segunda opção. Ele, no entanto, pretende cursar Direito, antes de se reformar na PM. O major Roberto disse, ainda, que um dos seus passatempos é ir ao cinema, ‘e não perde lançamentos de filmes’. Fã de Elvis Presley, ele revelou que, junto com a preferência cinéfila, curte canções românticas, pois o deixam calmo. ‘Eu gosto, também, de ler, principalmente jornais, blogs e portais, e faço isto diariamente, pois sou focado na informação’, declarou.

Na CPtur, ele disse que, apesar de não ter existido registro de homicídios, pequenos furtos foram computados, mas a guarnição agiu rápido e conseguiu controlar a situação. Por meio de 125 PMs, que cobrem os três setores, contando com sete viaturas, oito motos, seis quadriciclos e algumas bicicletas, áreas como Lagoa da Jansen, Ponta d’Areia e Centro Histórico são alvos constantes de rondas, incursões, patrulhamentos, barreiras, comboios e abordagens.
No terceiro setor, por exemplo, ele disse que há a ‘Operação Varredura’, que coíbe práticas criminosas na região, não somente para proteger turistas como os habitantes da Ilha. Na Ponta d’Areia, por sua vez, tem a ‘Operação Praia Segura’, onde as guarnições da CPtur percorrem a orla marítima, com início às 16h, sendo finalizada às 21h. Essa rotina foi programada com base em dados do Ciops, que repassa para a corporação os locais com maior incidência de assaltos e outras infrações. Ele lembrou que, no sábado (4), os PMs da CPtur realizaram uma operação cujo alvo foram os flanelinhas, sendo que com um deles foi encontrada uma faca.
Major Roberto, além de ter detalhado suas ações, anunciou que, devido aos últimos acontecimentos registrados na Ilha (incêndios em ônibus, ataques a delegacias), a CPtur está trabalhando em uma linha mais operacional, mas que, quando o ‘controle for restabelecido totalmente’, vai solicitar que os PMs de sua guarnição sejam abrangidos com cursos nas áreas do meio ambiente, língua estrangeira e conteúdos afins; uma vez que o foco da companhia de turismo, como o próprio nome diz, está voltada para aquelas pessoas que visitam ou passeiam na capital maranhense.

NELSON MELO

De: Jornal Pequeno
Zé Doca em Foco

3 comentários:

Janielson disse...

Capitão Roberto, fez muito por Zé Doca

Thalison Rogerio disse...

Parabéns Capitão Roberto. Zé Doca te Agradece

Thalisson Roberto disse...

Parabéns capitão Roberto