4 de fevereiro de 2014

Retomado julgamento de acusados de matar jornalista Décio Sá


A Justiça do Maranhão retomou na manhã desta terça-feira (4) o julgamento dos primeiros acusados de assassinar o jornalista e blogueiro Décio Sá. A previsão é que a sentença saia até a madrugada de quarta-feira (5). Acusados de homicídio e formação de quadrilha, Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira estão sendo julgados em júri popular desde segunda-feira (3). Jhonathan confessou o crime, mas Marcos nega a participação.
Em depoimento no ano passado, Jhonathan Silva chegou a confessar ter matado o jornalista e o empresário Fábio Brasil, em Teresina, um mês antes da morte de Décio Sá. Segundo Jhonathan, os dois crimes foram negociados com o empresário José Raimundo Alves Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado pelo Ministério Público do Maranhão de encomendar as mortes e alojar o pistoleiro antes dos assassinatos. Conforme as investigações, os acusados integravam um esquema de agiotagem, e Décio Sá pode ter sido morto porque a quadrilha temia as denúncias que ele publicava sobre o assassinato de Fábio Brasil.
Jhonathan Silva estava detido em um presídio federal de Campo Grande, de onde foi levado para São Luís, sob forte aparato policial federal. Oliveira, acusado de pilotar a moto em que Silva viajava como carona quando baleou Décio Sá, já estava preso na capital maranhense.
O julgamento começou com esquema especial montado para garantir a segurança do Fórum Desembargador Sarney Costa. Das 16 testemunhas selecionadas pela acusação e pela defesa, apenas 11 compareceram ao primeiro dia do julgamento.
Repórter de política de O Estado do Maranhão, da família do senador José Sarney (PMDB-AP), e responsável pelo Blog do Décio, um dos mais acessados do Estado, o jornalista Décio Sá foi morto com seis tiros de pistola 40, na noite de 23 de abril de 2012, em um restaurante da movimentada Avenida Litorânea.
Em agosto de 2012, o Ministério Público denunciou 12 pessoas pelo crime. Um ano depois, em agosto de 2013, foi anunciado que 11 dos 12 réus iriam a júri popular: além de Silva e Oliveira, foram pronunciados Shirliano Graciano de Oliveira, José Raimundo Sales Chaves Júnior, Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva, Gláucio Alencar Pontes Carvalho, José de Alencar Miranda Carvalho, além dos policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva, Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

Quanto ao décimo segundo denunciado, o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, o juiz Osmar Gomes concluiu que não havia indícios suficientes para comprovar participação no crime. Por isso, ele não será levado a júri.

De: R7
Zé Doca em Foco

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