12 de maio de 2016

Michel Temer e o delírio de quem chega a presidência sem encarar as urnas e sem voto popular


Após uma maratona de debates que durou mais de 20 horas, foi aprovada na manhã desta quinta-feira, por 55 votos contra 22, a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff - abrindo o caminho para a chegada do vice-presidente, Michel Temer ao poder mesmo sem o voto popular.
O resultado, no entanto, começou a se delinear por volta do meio da madrugada, quando a ampla maioria dos senadores já havia declarado abertamente o voto contra a presidente.
Com a abertura do processo no Senado, Dilma deve ser temporariamente afastada da presidência por até 180 dias, período durante o qual será julgada por supostos crimes de responsabilidade. O vice-presidente, Michel Temer, assume interinamente o posto.
Nos próximos dias, a Comissão Especial volta a se reunir no Senado com a mesma composição. Caberá a ela elaborar um novo parecer, agora chamado de "sentença de pronúncia", que precisaria ser aprovado por ao menos 41 dos 81 senadores para que o caso vá a julgamento.
Se isso ocorrer, Dilma seria julgada em uma sessão presidida pelo presidente do STF (hoje Ricardo Lewandowski); serão necessários os votos de ao menos 54 senadores para que ela perca definitivamente o cargo.
Uma derrota deixaria a presidente inelegível por oito anos. Nesse caso, Temer completaria o mandato, em dezembro de 2018.
Caso o Senado não dê seu veredito em um prazo de 180 dias, Dilma retomaria o cargo e esperaria a decisão da cadeira presidencial.

De: BBC
Zé Doca em Foco



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